Hipercolesterolemia familiar

Resumo


A hipercolesterolemia familiar é uma doença genética associada a deficiência do metabolismo lipídico, nomeadamente o transporte e metabolismo do colesterol. É uma doença com transmissão autossómica dominante, o que significa que para um indivíduo portador de uma mutação mas que ainda não apresenta sintomas, a probabilidade dos seus descendentes herdarem a mesma mutação é de 50%. A sua prevalência situa-se em 1 em cada 500 indivíduos. Como resultado, os indivíduos com esta doença apresentam níveis anormalmente altos de colesterol no sangue. Estes indivíduos têm um risco elevado de aterosclerose, doença coronária e morte prematura. A hipercolesterolemia familiar pode ser causada por mutações em pelo menos três genes diferentes: LDLR, APOB, e PCSK9. As mutações no gene LDLR são responsáveis por cerca de 85% dos casos e as mutações nos genes APOB e PCSK9 explicam em conjunto cerca de 5% dos casos. Em cerca de 10% dos casos ainda não foi identificado o gene responsável.

Genes estudados

LDLR –receptor das lipoproteínas de baixa densidade (LDL)
APOB – apopoliproteina B
PSCK9

Importância do exame genético

O diagnóstico precoce é fundamental para a prevenção primária desta doença, uma vez que pode prevenir o processo aterosclerótico na criança e existe terapia disponível sob a forma de alteração de estilo de vida, pela utilização de fármacos que fazem diminuir o nível de colesterol (estatinas).
A aplicação de critérios clínicos (níveis lipídicos, história familiar e presença de xantomas) sem recurso a
diagnóstico genético leva a um diagnóstico errado em cerca de 25% dos casos, pelo que o diagnóstico genético constitui uma ferramenta fundamental. O rastreio genético está recomendado por várias organizações internacionais como por exemplo a Sociedade Europeia de Aterosclerose.

Importância do exame genético

O diagnóstico precoce é fundamental para a prevenção primária desta doença, uma vez que pode prevenir o processo aterosclerótico que começa cedo na criança e existe terapia disponível que sobre a forma de alteração de estilo de vida quer pela utilização de fármacos que fazem diminuir o nível de colesterol (estatinas). É extremamente importante que a terapia seja iniciada o mais cedo possível.

A aplicação de critérios clínicos (níveis lipídicos, história familiar e presença de xantomas) sem recurso a diagnóstico genético leva a um diagnóstico errado em cerca de 25% dos casos, pelo que o diagnóstico genético constitui uma ferramenta fundamental.
O rastreio genético está recomendado por várias organizações internacionais como por exemplo a Sociedade Europeia de Aterosclerose.

Indicações para teste

Após indicação médica

  • Indivíduos com suspeita clínica de hipercolesterolemia familiar.
  • Familiares em 1º grau de doentes com diagnóstico clínico ou genético de hipercolesterolemia familiar;
Metodologia

A análise é feita a partir de sangue periférico (5 ml), colhido para tubo plástico com EDTA, que deve chegar ao laboratório num prazo de 72 horas. A amostra pode igualmente ser obtida através de raspagem de células epiteliais bucais, colhida para tubo plástico em kit fornecido, que deve chegar ao laboratório num prazo máximo de 1 semana.

Limitações

Os métodos laboratoriais usados têm as mesmas limitações que a vasta maioria de testes genéticos comummente efectuados, não permitindo detectar mutações dos genes em regiões intrónicas não flanqueadoras e alterações complexas tais como delecções extensas, duplicações e inversões. Algumas das alterações detectadas nestes genes poderão ser de significado funcional e clínico indeterminado.

Tempo de resposta

Análise de mutações no gene LDLR – 6 semanas.
Análise de mutações nos genes APOB e PCSK9 – 6 semanas.

Envio de amostras

Genetest,
Rua Dr. Roberto Frias S/N,
4200-465 Porto

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